quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Contos do Velho Aziago

Em certa ocasião, encontraram-se dois amigos no café Três Quinze Dias, na bonita cidade de Setúbal, ainda nao eram três e um quarto da tarde. O primeiro, de nome Pedro Alvares, vinha armado de fato, gravata e pasta e, ainda, exímio vocabulário nao poucas vezes inútil ainda que impressionante, fazendo uso de palavras como "abisbilico" e outras que o leitor por certo dispensara tomar conhecimento. O segundo, chamado Joao Oliveira, era mais modesto em presunção, e talvez tambem em coração, pois que enquanto Pedro Alvares defendia, nesta reuniões três quinzenais, o valor do dever ser, Joao Oliveira, imbuído no seu rotineiro espirito de ofidio corporativo, respondia com tiradas de frigido materialismo que, frequentemente, desiludiam o 
seu velho compincha. Diferenças a parte, entre este advogado de boa índole e este jovem empresário amigo do dinheiro e do mais forte, os dois comparsas apreciavam as suas ocasionais reuniões para discutirem temas tao uteis como a melhor estratégia de sobrevivência a um ataque de insepultos ou, se tal se proporcionasse, os mistérios da física quântica e como tais se aplicariam ao bafo cálido de um dragão. 
Estando os intervenientes deste relato mais ou menos apresentados, e suas formas de estar, nessa tarde especifica, devidamente esclarecidas, repare o leitor que nesse dia Joao Oliveira vinha imbuído, espiritualmente, de assaz inquietação. Vinha, pois, queixando se a seu amigo, de como estava desiludido com a restauração do antigo sanatório para desgraçados tuberculosos, lá para o pe das Penhas Douradas, em desprezível e insipida pousada. Trazia uma fotografia do edifício degradado, tirada havia anos durante um passeio, que degradado estando e por isso mesmo, impunha de forma átona tal trovejar em seu coração que deslocar uma sua pedra esboroada era um corrupção infame 'a natureza de tal ser inanimado. Choramingava Oliveira, impulsionado por uma indignação inominável, pelas rachadas paredes afogadas em tinta branca, pelos vidros partidos e sujos substituídos por janelas de aquário, pelas esculturas magnificas de cascalho transformadas em frias linhas rectas, pelas sinfónicas e feéricas goteiras abafadas por música ambiente de elevador, pelos caminhos e corredores putreos e estaladicos cobertos por fofas alcatifas. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Um dia aconteceu-me esta desgraça. Fui a um forúm queixar-me e acabou por ficar um relato interessante. Transcrevo para aqui.

Hoje a minha cadela labrador de 9 meses derrubou uma senhora que ía a correr no parque. Primeiro foi abalroada por ela, depois caiu-lhe em cima a boiadeira de berna que corria atrás da minha. Foi assustador, ainda para mais porque a senhora esfolou o cotovelo e berrava como se estivesse a ser esfolada vida. O peso da vergonhosa culpa caiu imediatamente em cima de mim e da dona do outra cão. Não havia defesa possível para nós, buraco onde nos pudessemos enfiar, ou redenção do mais piedoso dos santos. A senhora gritava muito alto. Magoou-se, claro, mas gritava principalmente por causa do susto. A multidão acumulou-se à nossa volta, vinda como se saindo de debaixo de pedras, alguns preocupados, outros sedentos de estardalhaço.
As cadelas, que tinham acabado de se conhecer, estavam a brincar quando ocorreu o incidente. Não há discussão quando se diz que se estivessem atreladas, nada disto teria acontecido. Normalmente, a minha vai sempre presa quando há bolas, crianças ou muita gente no parque, mas confesso que a soltei para poder correr e socializar um bocado com a outra, pensando que correndo no espaço aberto de relva vazio não iria incomodar ninguém. Pelos vistos, é um tractor doido e cego que bem podia ir contra um poste que não era nada com ela. Neste caso, foi contra uma senhora. Uma senhora muito zangada e muito ruidosa.
Sendo que do pecado da falta de trela já não me safava, só me restava pedir muitas desculpas, perguntar onde doía, e oferecer-me para levar a senhora a casa ou ao hospital, se precisasse, e pagar por quaisquer cuidados que fossem necessários. Não quis. Quis chamar a polícia para nos multarem e para aprendermos a lição. Já sei que aqui haverá muitos apoiantes da decisão. Afinal, fomos cidadãs irresponsáveis e um perigo para a saúde pública. Estragámos o dia à senhora que caiu. Haverá quem diga que podia ter morrido. Haverá quem diga que poderá nunca mais recuperar do choque. Sem ironias, porque de facto, houve pessoas da turbe irada que disseram isso mesmo. Velhinhas incitadoras apontando dedos acusatórios e contando histórias de vizinhas que tinham partido pés em situações semelhantes; senhores bem intensionadas bradando telemóveis disponíveis para chamar a guarda e servirem de testemunhas; "senhoras" extremamente agressivas e prontas a empalarem as faltosas.
Enfim, sei que tive culpa, que as regras ditam que tenhamos SEMPRE o cão com trela, independentemente da idade e do tamanho, mas a reação das pessoas que testemunharam o evento, e outras tantas que se juntaram depois, assusta-me verdadeiramente. Formaram grupinhos destilando comentários desdenhosos e muito praticamente só faltando gritaram "Sangue!" Já alguns diziam que não tinhamos ligado nenhuma à senhora e que tinhamos voltado as costas deixando a vítima para trás. Como a senhora era de leste, já circulavam comentários de xenófobia. Admito que ainda respinguei com alguns deles, contribuindo ainda mais para o meu papel de persona non grata do parque.
A polícia chegou e não multou ninguém. Disse apenas que caso fosse necessário tratamento médico (que não foi) teriamos de pagar as despesas. Há quem diga que isso é inaceitável. Eu própria fiquei surpreendida por não ter sido multada. De qualquer forma, o linchamento verbal que os meus concidadãos me aplicaram foi multa suficiente para mim. E a noção de que quando as pessoas se juntam, havendo entre eles meia dúzia de incitadores, passam a comportar-se como uma massa irracional que em condições propícias é mais perigosa que os cães. Quando me fui embora, a senhora ficou a chorar de frustração.
Depois deste episódio, andei a consultar a legislação e fiquei a saber que todos os cães na via pública têm de usar trela OU açaime. O que significa que nem a lei pode evitar incidentes de cães que podem fazer cair pessoas. Resta o bom senso. Mas o bom senso diz-me que estamos a caminhar para um mundo pretensamente acolchoado, em que daqui a pouco até as crianças têm de andar de trela para não se meterem em sarinhos, ou temos todos de sair de capacete para a rua, nao nos vá cair na cabeça um pássaro com um enfarte. Enfim.. é discutível.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O Outono 'e como um amor de Verão

O Outono 'e como um amor de Verão. Quando vem, quando acontece, provoca borboletas no estômago. E bem assim, inspirações descabidas de alguém parvo da cabeca. 
Ah! O Outono! As primeiras chuvas a molhar a terra. Os primeiros ninhos de cuco a despontar nas cabeças de cabeleira ondulada. As primeiras duvidas sobre o que vestir. Exactamente como o que acontece num amor de verão. Anda tudo felicíssimo porque esta a chover e o céu nao se vê debaixo de um teto cinzento de nuvens, recordando que vivemos num armazém industrial. Ah, o outono 'e magico. 
Mas a mim, o Outono traz ainda maiores e mais adversos efeitos. Fico, no Outono, mais esotérica que um homem de 45 anos de toga e sandálias a comer tofu. No outono, eu sou um homem magrinho e peludo a cheirar a pêssegos enlatados. 
No outono, faço planos que incluem bolos de canela e banhos de alfazema, desenhos de fadas e elfos, e vídeos do youtube sobre fantasmas photoshopados. 'E bom, muito bom. 
No Outono, escrevo as primeiras linhas de uma obra prima. Ouço álbuns de Enya e leio sobre dragões e coisas onde existam cornucópias. 
Imagino que um dia dançarei no samheim, revoluteando as minhas roupas pagans e o meu copo de rum com cola diet. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Guia para o Pc Gamer malévolo

Quero aqui deixar o meu mais profundo apreço pelos game developers dos seguintes jogos de computador, uma vez que foi através deles que fiz descobertas incríveis sobre o meu mau caracter.

- SKYRIM
O skyrim 'e um RPG de fantasia, provavelmente alta fantasia, no qual somos um herói ou heroína intimamente ligado a dragões. 'E altamente livre  - open world - e interactivo com npc's e coisas que lá estão (como queijos). 
Graças ao skyrim, descobri que nutro um profundo desrespeito pela propriedade alheia e que, mais do que cumprir as quests e side quests para salvar o mundo, o que me interessa 'e roubar comida aos pobres. Eu própria, José Dias ingame, sou pobre e careca. Pelo que tendo a jjulgar que isso possa servir de atenuante. Mas ha quem diga que nao. Que eu devia ter vergonha.

- CIVILIZATION V
O civilization v, acho eu, 'e um simulador ('e?). Começamos por ser uns colonos de uma pequena civilização desde o tempo (do que?) dos visigodos? E depois vamos evoluindo por ai fora, por todas as eras, até 'a era tecnológica. Sempre em competição com outros impérios e cidades estado. Ora eu descobri, através do civilization, que sou o George Bush. Jogando online com o meu compincha, enquanto ele aposta na arqueologia e nas grande obras de arte, eu construo canhões para rebentar com o gengis kan que lá tem umas ovelhas que me interessam.  Enquanto o meu compincha envia para outros imperios diplomatas & artistas num intercâmbio político e cultural nunca antes visto, eu compro alianças com cidades estado com o dinheiro q fiz com as ovelhas do gengis kan, e faço embargos 'a Grécia com o apoio das minhas alianças compradas. Porque a Grécia esta muito desenvolvida para o meu gosto. Enquanto o meu compincha troca o seu incenso pelas minhas especiarias e explora o continente para ter uma visão esclarecida do mundo, eu sonho rebentar com a Grécia e depois com o meu compincha. Porque sei que ele tem um exercito fraquinho e muitos cantores, pois já lá andei a espreitar seu pc qdo ele foi 'a casa de banho. 

- PAPERS PLEASE
O Papers please 'e um jogo altamente stressante, que se passa num pais ditatorial da ex uniao sovietica. 'E mesmo o entretenimento perfeito, uma vez que simula dias a fio de trabalho burocratico horrivel. Nos somos um ranhoso funcionário publico num posto de controlo fronteiriço. E nas nossas mãos esta o destino de uma fila interminável de imigrantes. Bom! Muito bom! 
Com o Papers please, descobri que tenho todas as qualidades para trabalhar para a Alemanha nazi. Zelo! Muito zelo! E um carimbo vermelho!

THE SIMS
Nos sims podemos ter a vida que quisermos, ainda para mais com o comando testenablecheats :) tambem 'e verdade que podemos controlar as vidas que quisermos. Nos sims podemos ser deus. E depois de milionários e com o emprego de sonho, ha que admitir que nao ha muito mais a fazer. Entao, nos sims, podemos ser um deus muito muito mau. 

DEAD SPACE 3
Quem conhecer o Dead Space perguntar se 'a, talvez, porque o estou a incluir aqui. Sabemos que 'e linear e nao fornece margem para sermos malandrecos. Mas foi com p Dead Space que descobri o quão cobarde sou. Se pusessem 'a prova os meus nervos de aço sob pena de nao sobreviver, eu seria  daqueles que se enfiam no armário e preferem morrer 'a fome do que encarar um bicho. Apesar disso, o Dead Space será, talvez, dos jogos que NAO joguei que mais prazer me deu, e onde mais estive concentrada na minha função de co piloto. 
Nao 'e um jogo para os fracos de coração. 

DRAGON AGE 2
Mais um RPG de fantasia que nos permite dar facadas na consciência. No dragon age 2, lamentavelmente, nao 'e possível roubar nada. A nao ser, claro esta, um CORAÇAO Incauto (muahaha!) 
Salvei o mundo do dragon age. Mas confesso que passei a maior parte do tempo a engatar os meus companheiros de jornada. Até ai tudo bem. Nada ha de mal no prazeroso jogo de sedução. Acontece que o jogo oferece, depois da noite escaldante passada, opções de dialogo hilariantemente cruéis. E eu sempre sonhei saber como 'e ser um homem cruel com muitas opções de dialogo. 



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ia começar a escrever sobre cães. Gosto deles. Mas acabei de saber que a serra da Arrábida tá cheiinha cheiinha de javalis. Por isso vou escrever sobre javalis.
Sempre tive medo de porcos. Desde pequenina, quando ia passar fins de semana ao monte de uma prima afastada alentejana, o bicho mais interessante que lá havia era o porco gordo da pocilga. Eu gostava bué de lá ir espreitar por cima do muro e maravilhar-me com o terror daquele animal exótico. De vez em quando atirava-lhe para lá uma sandes de atum, e o divertimento era ainda mais espetacular. Um dia a prima soltou o porco sem me avisar e ele não me ligou nenhuma. Estou certa que nunca me recompus desse momento. O porco passava por mim sem me passar cartão e eu estive em risco de vida e, ainda hoje, me questiono se esse trauma não estará na origem de muitos dos meus problemas comportamentais.
Não é que tenha fobia a porcos. Mas posso afirmar com toda a propriedade que se houver um porco solto nas redondezas, esteja eu sozinha ou acompanhada, ele achará que estou a mais e arrancar-me-á uma perna. Se soltarem um porco no meio de um concerto ou na feira de Santiago em hora de ponta, ele trocará um olhar comigo e o tempo parará como na eminência de um duelo de western, tocarão doze longas badaladas no relógio da cidade em consonancia com as nossas batidas unissonas de coração, as pupilas do porco dilatar-se-ão e todos os músculos do meu corpo ficarão rigidos. E o porco, na sua linguagem de porco, sibilará um som que apenas eu compreenderei: "TU..!"
De seguida, ele investirá, raspando terra, em direcção à minha desnorteada figura. Eu tentarei argumentar. Mas não há como argumentar com um porco em fúria. Direi "mas, mas..." Mas ele não quererá saber.
Dar-se-á o meu trágico óbito e eu surgirei no telejornal das 8h ou naquele programa estúpido sobre mortes estúpidas.
Questiono-me se quando for caminhar na serra da arrábida deverei armar-me com um pau ou com uma sandes de atum.
Felizmente, é provável que os javalis entrem em extinção antes de eu decidir ir fazer caminhadas saudáveis.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Compendio do cliché sociológico (ou, pacote catalisador do murroextraordinário) (ou, ainda, os chamados agregadores do punho 'a face)

Nos dias que correm já nao 'e fácil ser giro e diferente e criativo. Deixo aqui o meu apreço 'a humanidade, que contem em si tantos indivíduos extraordinários e com tantas ideias repetidas. Ainda estou 'a espera, porem, de um novo movimento cultural de elite revolucionária que me contagie a mim e 'as massas. Ainda tou 'a espera que alguém substitua o Platão e seus compinchas e que se criem fóruns com usuários munidos de togas virtuais e ideias ainda melhores q as do Platao. Penduro-me nas raízes da indagação da Grécia antiga e nos ramos fininhos do iluminismo e olho, debruçada llá para baixo, a ver se vem de lá um novo movimento peristaltico da humanidade.
Eis senao quando, enquanto olho dependurada, sou atingida por um livro d' O Segredo que me deixa um olho negro. Ainda nao estando recomposta do impacto que O Segredo causou em mim, vem de lá, como tiros, uma saraivada de livros do Chagas Freitas, que tendo tanto de nocivo como de divertido, arranca de mim alguns anos de vida. Ainda, porém, viva e pontapeando, o terceiro milénio atira-me com o boss final sem qualquer misericórdia. Um orador das TED talks de PowerPoint e clicker um punho, voando pelo ar decidido em converter-me 'as maravilhas do meu powa interior e colando-se a mim como uma carraça voraz, enquanto uma horde de minions muito motivados gritam "Mata, mata!"
Bom, nao quero ferir susceptibilidades ou magoar alguém (menos o Chagas Freitas. O Chagas Freitas posso magoar. Chagas Freitas bloqueou-me no FB por isso nao me importo de lhe ferir os sentimentos outra vez). Gostar de ser motivado nao 'e uma coisa má. Procurar um escape em pessoas que julgam que descobriram a formula para a felicidade (quer pensando com muita forca, falar com anjos ou comendo uma mistura de pão com sementes e pó de talco) pronto, pode nao ser mau. 'E tipo, como rezar.. Mal nao faz. E ainda admito que, procurando bem, com afinco e discernimento, ha ideias validas. Eu própria já fiz rituais p deixar de fumar e pedi ao santo António que me mandasse um namorado giro. Acredito q os meus pedidos nao tenham verdadeiramente subido, como pozinhos translúcidos, ate ao céu e universo e depois voltassem em forma de homem bom. Mas eu fiquei mais contente e ser contente atrai homens bons. Por isso, nem tudo 'e mau, se visto sobre a luz do sentido critico, informação e discernimento. 
'E bom acreditar em alguma coisa, se isso nos fizer criar comportamentos produtivos. Lamentavelmente, ainda nao compreendi onde esta a diferença entre a formula d' O Segredo e a formula da Igreja Universal do Reino de Deus. Excepto, O Segredo ser consideravelmente mais barato. Pelo menos o Segrego resultou para alguém. Para quem o escreveu.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Coisas positivas

Bom, já fiz uma coisa e já voltei. Como se pode ver, depois da coisa feita, não encontrei mais nada interessante com que me ocupar. Pelo que me encontro aqui outra vez, para regojizo daqueles que nunca irão ler este meu diário cibernético.
Há dias, uma amiga minha convidou-me para aderir a um grupo no FB dedicado a agradecimentos diários. É um género de grupo todo positivo (a sério, não há um único electrão ali) criado por uma gaja toda positiva cheia de coisas positivas p dizer. Então, o objectivo é postar todos os dias um agradecimento por uma coisa qualquer que tenhamos ou que nos tenha acontecido. Por exemplo: "Estou grata pelo bolo que fiz, que está tão húmido e fofinho" e por aí fora.
Confesso que ainda não agradeci nada e ainda por cima não sinto remorsos. Sinto-me só com um pouco de medo que a minha amiga leia isto e que fique a saber que bloqueei as 500 mensagens de agradecimento que me apareciam todos os dias no feed.
A ideia é boa, a sério. É positiva.
E então, para me redimir, vou aqui postar uma lista de coisas que gosto. Não é bem um agradecimento, mas é parecido. E fico muito agradecida quando me acontecem, ou quando tenho acesso a elas.
Ora pois então. Eu gosto:
- de bacalhau com natas;
- de ir ao café de manhã com ideias de ter pensamentos profundos. Preparar-me, pegar na bica, acender um cigarro, inspirar-me, não pensar em nada e ir-me embora;
- escovar uma das minhas cadelas (a que tem mais pelo), sairem milhoes de pelos, e sentir o prazer mórbido que se sente ao expremer pontos negros ou arrancar pele ao outros. Fazer uma bola gigante com o pelo e depois, orgulhosamente, ir mostrar o feito ao outro ocupante da casa. Da última vez pareceu impressionado.
- de festas de anos;
- de festas nas costas;
- de rir deitada de barriga para cima, até tossir como um velho com catarro intoxicado com endorfinas fofinhas;
- de cantar às escondidas;
- de reler as coisas que escrevo e ficar com pena por não ter escrito mais;
- de filmes de terror e histórias de fantasmas;
- de chorar quando não há motivo para chorar;
- de cubas libres e, ultimamente, de mojitos;
- de tirar fotografias;
- de me rir das fotografias;
- do som dos passarinhos (mais na Primavera. Em meados do Verão já não ligo nenhuma aos passarinhos);
- de jogar computador a dois;
- de jogar computador a dois mas quando o jogo mete muito medo, ficar só a ver e a dar palpites;
- de oferecer prendas (apesar de já tar a dever umas quantas);
- de dançar;
- de ficar um bocadinho com os copos e adorar o mundo e todos os seus habitantes;
- de ter medo quando não há motivo para ter medo;
- de mares com ondinhas;
- de aeroportos e estações de comboios (mas mais de aeroportos);
- de pistaccios verdes;
- de ganhar;
- de puzzles;
- de elogios;
- de cães;
- de pessoas, quando são humanas e bem intencionadas;
- de pessoas, quando têm sonhos;
- de pessoas, quando falham sem querer.
 

Metásteses de divagações metafísicas e queixumes exagerados

Raios. Sempre pensei que noites passadas em quartos de hotel a jogar computador ou a ler me deixavam bastante animada. Mas verdade seja dita desta feita a coisa está a modos que um bocado deprimente.
Acho que é do quarto. Será? Ou se calhar sou eu. Volta e meio fico um bocado deprimida. E deprimente.
Se calhar devia ir ao ginásio mais do que uma vez por mês. Ouvi dizer q faz bem ao cérebro. Mais que nao seja porque durante os 15 minutos de bicicleta o meu cérebro não tem oxigénio p pensar. POrra! ´Tou mesmo farta do meu cérebro. Até durante os 15 minutos de paralesia cerebral o cabrão faz contas.
Devia aprender a meditar. Ouvi dizer que faz bem ao cérebro.
Nas vezes que experimentei, nunca cheguei a perceber se o estava a fazer bem. Não se consegue parar o pensamento, raios o partam! Talvez o Buda consiga. Eu não.
"Pensar em nada, pensar em nada"
"Tou a pensar que não tou a pensar em nada"
" Irra, tou a pensar que tou a pensar que não tou a pensar em nada".
"Tenho fome/ apetecia-me um cigarro / olha, que engraçado, não sinto o braço esquerdo"
" Irra!!! Tou a pensar outra vez!!"
Ao menos na bicicleta só penso que tou a sofrer.
Enfim. Falar de quê? Falar mal de mim? Ouvi dizer que faz mal falar mal de nós próprios. Á auto estima e isso. Mas também pode ser um bom passatempo. E não é BEM falar mal. É constatar coisas.
Eu até gosto da minha vida, engana-se quem acha o contrário. Mas também gosto de me queixar dela. Deve ser a minha costela de coitadinha. O meu Fado.
Ás vezes gostava que o meu cérebro fosse mais ordenado. Tenho impressão que a rede neuronal cá dentro às vezes tenta tocar muitos instrumentos ao mesmo tempo. E depois saltam muitas notas em falso. As ideias vêm-se e vão-se como fogos fátuos que deixam apenas uma insinuação do que foram. Ou do que poderiam ser. Ás vezes não as consigo agarrar. Outras vezes, escrevo-as, e dou-lhes corpo. E depois perdem a graça toda. É mesmo estranho...  Parece que as coisas só vivem em todo o seu esplendor se estiverem distantes e imaterializadas. A partir do momento em que põem um pezinho na realidade (seja por palavras ou por acções) PUF! transformam-se em sapos.
Enfim. Às vezes acho que sou um bocado ingénua. Ou então, sou paranoíde. Merda p isto, ou ingénua ou paranoíde. Não há meio de arranjar um meio termo. Acho que por medo de ser ingénua me torno paranoide; e por medo de ser paranoide me torno ingénua. Tal não é a minha sina! Estúpido cérebro de extremos. 

 Bom, ja me sinto melhor, obrigada. Vou ali fazer qualquer coisa.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Quem me dera estar de férias

Quem me dera estar de férias. Aliás, quem me dera IR de férias. Poucas coisas me dão mais prazer do que IR de férias. Talvez, PLANEAR férias suplante o prazer de ir de FÉRIAS. Talvez apenas PLANEAR planear férias. Esse prazer dura, normalmente, uns seis segundos. É o tempo de pegar na caneta e escrever numa folhinha imaculada PLANO DE FÉRIAS. Depois a palavra "Lisboa" e uma setinha à frente. Já na minha mente se desenha uma excitante linha sinuosa europa fora. De carro ou comboio. O plano começa com simplicidade. Com a palavra Lisboa e a setinha à frente. Depois tenho que passar pela seca que é a Espanha. Aí, já me começo a aborrecer. Quem me dera apagar a Espanha. Que farta da Espanha que estou. Estando a Espanha resolvida com uma tirada de carro ou comboio, aparece-me a França à frente. É preciso que se diga que a França também não é dos destinos mais excitantes. Já conheço a França, quem me dera apagar a França. É preciso que se diga também que o meu entusiasmo com o plano de férias começa a esmorecer.
Entretanto, decido fazer as pazes com a França. Afinal de contas, é um país com bastante diversidade cultural e natural. Começo a pesquisar a França na net e digito "visit france" no google. Imagino que será bonito ficar em aldeias charmosas enfurnadas em sopés de serra. Comer estranhos queijos e ver pessoas parecidas com Hobbits. Penso que se calhar a França até nem é má de todo. Começo imediatamente a minha demanda por aldeias francesas pitorescas. Encontro umas duzentas. Reconheço que o site "visit france" é demasiado vago e não oferece informação para que possa escolher em consciência. Então, vou ao torrentz sacar o guia ebook do Lonely Planet. Mas não encontro nada do lonely planet que diga França. Saco então uma pasta com 2Gigas com todos os guias conhecidos sobre França e espero uma hora pelo download, enquanto navego em mais sites sobre França. Começo entretanto a aperceber-me que de tanto pesquisar sobre a França, começo a ficar farta da França. Esmoreço um bocadinho. Mas o download está pronto, e abro os ficheiros. Descubro, entretanto, que todos os ebooks dos melhores guias têm letra minuscula e NÃO TÊM DESENHOS. Estou murcha.
Decido saltar por cima da França (e por cima de todos os outros países) e afinco-me em questões mais práticas. Tempo e dinheiro. Após alguns cálculos simples, concluo que o mais acertado será fazer a viagem de carro para poder levar muitas latas de atum na bagageira. Neste ponto, para além de murcha, sinto-me também ligeiramente estúpida. Aos 30 sites abertos na barra do browser junta-se o site do guia michelin. Quero fazer contas ao combustível, mas como não sei ainda para onde vou, olho tristemente para a pasta com 2Gigas apenas sobre França. Sinto que a vida se esvai de mim aos pouquinhos.
Arrasto-me, então, até ao site da Abreu e clico em promoções para Cabo Verde. Sinto-me um ser menor. "Promoções para Cabo Verde". A minha alma avisa:
"Não te vendas! Afasta-te das piscinas e dos cocktails!"
"Mas eu não consigo passar pela França" - choramingo eu - "É muito dificil"
"Vais ser uma turista a engordar de chapeu branco, sentada num bar de piscina com uma pina colada!" - grita a alma. - "E o teu sonho de viajares pela Europa? Sem guias e sem destino, ao sabor da decisão do momento!"
Decido então dar ouvidos à alma e fazer um novo plano.

PLANO DE FÉRIAS
Lisboa ---->




terça-feira, 11 de junho de 2013

Até para a morte 'e preciso ter sorte

Tenho andado a ver nos últimos dias uma papinha documental sobre o universo, do StefanHawking. Já tinha antes lido um livro sobre o assunto, tambem do mesmo senhor, onde se abordam algumas das questões fundamentais da realidade. O documentário, como quase tudo o que nao nos obriga a ler, 'e talhado para quem nao quer pensar muito, de tao bem explicadinho que esta, cheio de correspondências entre conceitos astrofísicos e de física quântica e a nossa realidade visível e perceptível, para que possamos perceber a coisa com os nossos cérebros medianos. Eu estou a gostar. O meu cérebro mediano esta a gostar.
O Stefan Hawking tem um cérebro melhor que o meu e nao acredita  num designer ou grande arquitecto de tudo o que existe. Ele diz que o mais provável 'e que existam muitos outros universos, nos quais a vida nao 'e possível, e que a nos (a modos que) nos calhou a lotaria. Ora eu que tenho sempre tanto azar ao jogo, mal posso acreditar q no meio de quica infinitas possibilidades, vim aparecer mesmo no universo dito "especialissimo". Que, do gás cósmico e da gravidade surgiram calhaus feitos de elementos da tabela periódica, e que depois disso as estrelas se acenderam, algumas explodiram irradiando elementos fundamentais 'a formação de vida nesses calhaus, outras distaram desses mm calhaus just enough  para a existência de agua. E AINDA, os cabrões dos buracos negros no centro das galáxias servem com estabilizador das ditas cujas. Depois disso, depois de milhares de milhões de anos de acirrada evolução darwiniana, depois de apenas os melhores dos melhores terem sobrevivido. Até depois do raio da extinção dos dinossauros (fosse lá pelo que fosse, meteorito, supernova ou prisão de ventre) estamos ca nos. Já nem questiono tanto o facto de andar por ca vida, ou a espécie humana. Mas eu. EU, raios e coriscos. Estou neste momento a escrever e a pensar sobre "coisas". Neste momento cagalhoto infinitamente pequeno na "linha" temporal da história do universo.
Por isso decidi concluir o seguinte. EU sou tudo o que existo. E vocês todos nao são reais. São um produto da minha imaginação. Excu
sam de reclamar, as coisas são mm assim. Lembrem se q vcs nao são reais e por isso a vossa dor e indignação tb n o são. Mais ainda, um vez q eu sou tudo o q existe 'e bastante provável que eu seja deus e que tenha criado o Stefan Hawking e o facebook para me distrair. 

sábado, 25 de maio de 2013

Desde ha uns 10 minutos atras, tenho dado conta que para quem nunca tinha tido um blog na vida, tenho andado a abusar no número de coisas que tenho para dizer. Para ser sincera, as coisas que escrevo aqui, depois de polidas e ligeiramente censuradas, são coisas em que penso quando estou sozinha. E ultimamente tenho estado bastante sozinha. Entenda-se por "sozinha" a condição durante a qual nao tenho acesso a jogos de computador ou televisão. Nesses casos (em que tenho net ou tv) posso afirmar que me sinto bastante acompanhada! O que acontece 'e que tenho um trabalho solitário. Sim, posso ser assassina a soldo, espia ou vigilante da pj. Tenho clientes e missões que me fazem deslocar da base (onde se encontra toda a minha parafernalia de instrumentos informaticos e bases de informação e tambem o farmville), assento arraiais por umas horas num local especifico, aguardo poder entrar em acção, e faço a minha cena.
Pois ultimamente tenho tido trabalho considerável e bastante tempo para pensar. Quando a coisa acalmar, aviso já que ocupar me ei com coisas de maior relevância, como jogar Walking Dead. 

Um dia, gostava de ir contigo ao Japão

Um dia gostava de ir contigo ao Japão. Gostava de ir contigo ao Japão e ver japoneses púberes vestidos de gato.
Seria como dizes; que temos todo um mundo para explorar. Mas este seria verdadeiro. 
Seriamos diferentes, atravessando passadeiras com mil pessoas. Diferentes, mas ninguém daria por nos. So nos daríamos por nos. 
Em Tóquio, ficaríamos num hotel capsula a 10eur por noite e tu ficarias 'a rasca das costas. Em Nara dormiríamos no chão de um templo a 100eur por noite e tu ficarias 'a rasca das costas. Em Nara, tomaríamos banhos termais separados no meio de pinhais húmidos. Eu com japonesas e turistas suecas; tu com japoneses gordos e homens de negocio chineses. Depois contaríamos como foi. 
Viajaríamos até Kyoto. Alugaríamos bicicletas e rolaríamos ruas fora, com estranhos chapeus, por entre estreitas casas de madeira escura, evitando colidir com estendais de roupa. Veríamos gueixas e ficaríamos intimidados com elas. Tu passarias fome. Eu tentaria comer um besouro. Diríamos palavras em japones, mas so entre nos. Um dia, um de nos diria uma frase em japones a um japonês, ele responderia em japones e nos correriamos estrada fora. Veríamos infinitas cherry blossoms e eu ficaria feliz e encantada com tanta cor de rosa junto. Compraríamos comics manga e despertadores-escova-de-dentes e andaríamos em comboios futuristas. Eu tentaria converter-me ao budismo; tu dir me ias que 50% dos japoneses nao são religiosos. 
Ninguém nos encontraria no Japão, mas nos tiraríamos muitas fotografias para que nos pudéssemos encontrar no futuro. Temos os melhores lugares do mundo para explorar. 


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Este post 'e muito pessoal, mas ca vai. Comprei uns óculos 'a John Lenon e agora pareço o professor pardal. O meu namorado, cego de amor que deve estar, quando me viu com eles achou q me ficavam bem e foi tambem ele comprar uns redondinhos para ele. Agora o professor pardal namora com alguém parecido com um louva-a-deus. Que bonito par devemos fazer. Como 'e q o Lenon acumulava aquele estilo todo e eu e o Rui, em condições semelhantes, parecemos pertencer a outra espécie?
Achava eu que destilava charme e rebeldia com aquilo posto, e de fim de semana p o Alentejo (com amigos q acharam muita piada aos meu óculos!!) lá fui eu "ai, com os meus óculos novos!"
Eis senão quando o Rui nos tira uma autofoto, na qual aparece a minha orgulhosa fronha em grande plano e ai, sim, vi como sou. Um pardal. Um pardal com óculos. 



A minha musa 'e muito puta

Esta sempre a comparar-me com vencedores de prémios Nobel e a dizer "Se fosses mais como ele, seriamos muito mais felizes!"

Mais perto

A ideia de escrever um romance pode ser bastante romântica. Se o quisermos fazer, nao existem opositores. O tempo nao vai levantar objecoes; a nao ser que tenhamos uma esperança de vida muito curta. Ok, podemos ser muito pobres ou analfabetos, mas se o desejo for intenso até os analfabetos sem uma resma podem contar uma história se pedirem ajuda ao vizinho. Para quem 'e analfabeto, sem vizinhos ou mudo e analfabeto, ok, nao pode escrever um romance. That's not the point!
A única razão que nos - me - impede de o fazer, 'e a ilusão de que ca vamos ficar para semente. Assim sendo, haverá sempre infinitos amanhas. Por isso, qual 'e a pressa? Para que preocuparmo-nos com o inicio de projectos que por serem da nossa memória, nunca estarão perdidos. Estão no quentinho da nossa memória, num saquinho isolado da humidade, pra serem usados num desses amanhas infinitos. Como a tralha que guardamos em casa. Como a tralha que esquecemos que guardamos. Como a tralha que os nossos filhos dividem quando morremos, entre o lixo e a caridade. 
Pois. Talvez eu precise mais do que tempo e papel para escrever o meu romance. Preciso de uma vassoura para varrer as desculpas que me sobram. As minhas desculpas para nao escrever um romance, davam para escrever um romance. Hei de cair morta antes de escrever numa secretaria cheia de maços de tabaco vazios, pacotes de pastilha, restos de papeis e migalhas e pratos empilhados. Frase a ser levada literalmente, como 'e obvio. Nao ha condições para escrever assim. Preciso de um jardim francês, cadeiras provencais e um set de chávenas chinesas pintadas 'a mao para sequer começar a ponderar soltar a minha veia criativa. Escrever um romance tem de ser necessariamente romântico. 
Partindo do principio de que a primeira premissa seria satisfeita, tendo assim  condições para por mãos 'a obra, resta ainda uma outra questão fundamental. Vou mergulhar. Mas mergulho de olhos abertos ou fechados? Tudo o que escrevi até agora, escrevi de olhos fechados. Abrir os olhos; saber para onde vou quando escrevo, quebra-me o encantamento. Uma vez que estou a contar ME uma história, 'e evidente que nao lido bem com SPOILERS. Perco o interesse; passa a ser uma tarefa..
Mas escrever de olhos fechados tambem pode nao ser uma coisa esperta. Por nao sabermos para onde vamos, podemos querer voltar para trás e nao conseguir.  E bater com a cabeça em becos sem saída, onde a incoerência e estupidez reinam em todo o seu tenebroso esplendor.
Por fim, e porque fins nao sao comigo, nao tenho jeito para fins, nem paciência para eles, sendo que nunca concluo nada de jeito con o que escrevo e ninguém perceberia que isto 'e o fim se nao houvesse a palavra FIM no fim, como se faz nas composições da primaria. 

FIM

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Quando a minha vida perder o interesse, começo a escrever outras

Devia começar a escrever. Enfim, criar alguma coisa. Tenho fases em que a vida nao me permite que me meta em outras vidas. Agora, acho que esta mais que na altura de por um pé do outro lado. Se ao menos eu tivesse a capacidade para nao me dispersar..
POR falar nisso, hoje tive sonhos tão esquisitos. Sonhei q o povo pequeno do Murakami me queria ficar com a casa. Queriam expulsar me de lá, vá se lá saber por que motivo. So que o povo pequeno do Murakami nao era como o Murakami diz que eram. Eram ratos. Pessoas ratos.



terça-feira, 21 de maio de 2013

Balanço de vida

Ora bem. Sendo que daqui a 4 dias faço 34 anos, posso bem dizer que a crise de meia idade que se iniciou em mim aproximadamente aos 28, vai de vento em popa! :D
Nos meus verdes anos, eu tinha um plano mais ou menos definido de como as coisas se iriam passar nas décadas mais próximas. A verdade, 'e que nada correu como planeado..
Ficou por viver uma serie de momentos que eu, com convicção, achava que iam acontecer comigo, quando eu fosse grande e, a modos que uma pessoa diferente. 
Ora entao ca vao os capítulos de vida que o cabrão do destino me ficou a dever:
- Aparecer no noticiário das 8, na qualidade de pessoa que realizou um grande feito. A natureza desse feito era secundaria, desde que me concedesse estilo aos montes;
- Ter feito uma viagem a África ou a qq local de semelhante exotismo e ter vivido uma aventura 'a filme durante a qual, nunca perdendo a minha bem torneada feminilidade, seria um género de tomb raider com espirito de sobrevivência nunca antes visto. 
- Descobrir que tenho a forca comigo (os iphones nao tem cedilhas). E na impossibilidade de a ter, namorar com um Jedi. Se bem que sempre tivesse gostado mais do Han Solo. 
- Na qualidade de escritora de culto, viajar mundo fora, ora qual Lord Byron em Sintra, ora qual Hemingway em África, deitando ao mundo as minhas obras inspiradas e ganhando milhões com isso. 
- Ser uma pessoa muito matura e responsável. 
- Ver um fantasma. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sendo que são quase 4 da tarde e ainda nao fiz nada de jeito hoje, desflorarei este blog sem aviso ou permissão de quem comigo o criou já vai para mais de um ano.
Trata-se um acto egoísta e solitário. Peco desculpa. Encontro-me ha duas horas estacionada ao pé do To Peixe, e estou muito aborrecida. Tem de ser.