Pois ultimamente tenho tido trabalho considerável e bastante tempo para pensar. Quando a coisa acalmar, aviso já que ocupar me ei com coisas de maior relevância, como jogar Walking Dead.
sábado, 25 de maio de 2013
Desde ha uns 10 minutos atras, tenho dado conta que para quem nunca tinha tido um blog na vida, tenho andado a abusar no número de coisas que tenho para dizer. Para ser sincera, as coisas que escrevo aqui, depois de polidas e ligeiramente censuradas, são coisas em que penso quando estou sozinha. E ultimamente tenho estado bastante sozinha. Entenda-se por "sozinha" a condição durante a qual nao tenho acesso a jogos de computador ou televisão. Nesses casos (em que tenho net ou tv) posso afirmar que me sinto bastante acompanhada! O que acontece 'e que tenho um trabalho solitário. Sim, posso ser assassina a soldo, espia ou vigilante da pj. Tenho clientes e missões que me fazem deslocar da base (onde se encontra toda a minha parafernalia de instrumentos informaticos e bases de informação e tambem o farmville), assento arraiais por umas horas num local especifico, aguardo poder entrar em acção, e faço a minha cena.
Um dia, gostava de ir contigo ao Japão
Um dia gostava de ir contigo ao Japão. Gostava de ir contigo ao Japão e ver japoneses púberes vestidos de gato.
Seria como dizes; que temos todo um mundo para explorar. Mas este seria verdadeiro.
Seriamos diferentes, atravessando passadeiras com mil pessoas. Diferentes, mas ninguém daria por nos. So nos daríamos por nos.
Em Tóquio, ficaríamos num hotel capsula a 10eur por noite e tu ficarias 'a rasca das costas. Em Nara dormiríamos no chão de um templo a 100eur por noite e tu ficarias 'a rasca das costas. Em Nara, tomaríamos banhos termais separados no meio de pinhais húmidos. Eu com japonesas e turistas suecas; tu com japoneses gordos e homens de negocio chineses. Depois contaríamos como foi.
Viajaríamos até Kyoto. Alugaríamos bicicletas e rolaríamos ruas fora, com estranhos chapeus, por entre estreitas casas de madeira escura, evitando colidir com estendais de roupa. Veríamos gueixas e ficaríamos intimidados com elas. Tu passarias fome. Eu tentaria comer um besouro. Diríamos palavras em japones, mas so entre nos. Um dia, um de nos diria uma frase em japones a um japonês, ele responderia em japones e nos correriamos estrada fora. Veríamos infinitas cherry blossoms e eu ficaria feliz e encantada com tanta cor de rosa junto. Compraríamos comics manga e despertadores-escova-de-dentes e andaríamos em comboios futuristas. Eu tentaria converter-me ao budismo; tu dir me ias que 50% dos japoneses nao são religiosos.
Ninguém nos encontraria no Japão, mas nos tiraríamos muitas fotografias para que nos pudéssemos encontrar no futuro. Temos os melhores lugares do mundo para explorar.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Este post 'e muito pessoal, mas ca vai. Comprei uns óculos 'a John Lenon e agora pareço o professor pardal. O meu namorado, cego de amor que deve estar, quando me viu com eles achou q me ficavam bem e foi tambem ele comprar uns redondinhos para ele. Agora o professor pardal namora com alguém parecido com um louva-a-deus. Que bonito par devemos fazer. Como 'e q o Lenon acumulava aquele estilo todo e eu e o Rui, em condições semelhantes, parecemos pertencer a outra espécie?
Achava eu que destilava charme e rebeldia com aquilo posto, e de fim de semana p o Alentejo (com amigos q acharam muita piada aos meu óculos!!) lá fui eu "ai, com os meus óculos novos!"
Eis senão quando o Rui nos tira uma autofoto, na qual aparece a minha orgulhosa fronha em grande plano e ai, sim, vi como sou. Um pardal. Um pardal com óculos.
A minha musa 'e muito puta
Esta sempre a comparar-me com vencedores de prémios Nobel e a dizer "Se fosses mais como ele, seriamos muito mais felizes!"
Mais perto
A ideia de escrever um romance pode ser bastante romântica. Se o quisermos fazer, nao existem opositores. O tempo nao vai levantar objecoes; a nao ser que tenhamos uma esperança de vida muito curta. Ok, podemos ser muito pobres ou analfabetos, mas se o desejo for intenso até os analfabetos sem uma resma podem contar uma história se pedirem ajuda ao vizinho. Para quem 'e analfabeto, sem vizinhos ou mudo e analfabeto, ok, nao pode escrever um romance. That's not the point!
A única razão que nos - me - impede de o fazer, 'e a ilusão de que ca vamos ficar para semente. Assim sendo, haverá sempre infinitos amanhas. Por isso, qual 'e a pressa? Para que preocuparmo-nos com o inicio de projectos que por serem da nossa memória, nunca estarão perdidos. Estão no quentinho da nossa memória, num saquinho isolado da humidade, pra serem usados num desses amanhas infinitos. Como a tralha que guardamos em casa. Como a tralha que esquecemos que guardamos. Como a tralha que os nossos filhos dividem quando morremos, entre o lixo e a caridade.
Pois. Talvez eu precise mais do que tempo e papel para escrever o meu romance. Preciso de uma vassoura para varrer as desculpas que me sobram. As minhas desculpas para nao escrever um romance, davam para escrever um romance. Hei de cair morta antes de escrever numa secretaria cheia de maços de tabaco vazios, pacotes de pastilha, restos de papeis e migalhas e pratos empilhados. Frase a ser levada literalmente, como 'e obvio. Nao ha condições para escrever assim. Preciso de um jardim francês, cadeiras provencais e um set de chávenas chinesas pintadas 'a mao para sequer começar a ponderar soltar a minha veia criativa. Escrever um romance tem de ser necessariamente romântico.
Partindo do principio de que a primeira premissa seria satisfeita, tendo assim condições para por mãos 'a obra, resta ainda uma outra questão fundamental. Vou mergulhar. Mas mergulho de olhos abertos ou fechados? Tudo o que escrevi até agora, escrevi de olhos fechados. Abrir os olhos; saber para onde vou quando escrevo, quebra-me o encantamento. Uma vez que estou a contar ME uma história, 'e evidente que nao lido bem com SPOILERS. Perco o interesse; passa a ser uma tarefa..
Mas escrever de olhos fechados tambem pode nao ser uma coisa esperta. Por nao sabermos para onde vamos, podemos querer voltar para trás e nao conseguir. E bater com a cabeça em becos sem saída, onde a incoerência e estupidez reinam em todo o seu tenebroso esplendor.
Por fim, e porque fins nao sao comigo, nao tenho jeito para fins, nem paciência para eles, sendo que nunca concluo nada de jeito con o que escrevo e ninguém perceberia que isto 'e o fim se nao houvesse a palavra FIM no fim, como se faz nas composições da primaria.
FIM
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Quando a minha vida perder o interesse, começo a escrever outras
Devia começar a escrever. Enfim, criar alguma coisa. Tenho fases em que a vida nao me permite que me meta em outras vidas. Agora, acho que esta mais que na altura de por um pé do outro lado. Se ao menos eu tivesse a capacidade para nao me dispersar..
POR falar nisso, hoje tive sonhos tão esquisitos. Sonhei q o povo pequeno do Murakami me queria ficar com a casa. Queriam expulsar me de lá, vá se lá saber por que motivo. So que o povo pequeno do Murakami nao era como o Murakami diz que eram. Eram ratos. Pessoas ratos.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Balanço de vida
Ora bem. Sendo que daqui a 4 dias faço 34 anos, posso bem dizer que a crise de meia idade que se iniciou em mim aproximadamente aos 28, vai de vento em popa! :D
Nos meus verdes anos, eu tinha um plano mais ou menos definido de como as coisas se iriam passar nas décadas mais próximas. A verdade, 'e que nada correu como planeado..
Ficou por viver uma serie de momentos que eu, com convicção, achava que iam acontecer comigo, quando eu fosse grande e, a modos que uma pessoa diferente.
Ora entao ca vao os capítulos de vida que o cabrão do destino me ficou a dever:
- Aparecer no noticiário das 8, na qualidade de pessoa que realizou um grande feito. A natureza desse feito era secundaria, desde que me concedesse estilo aos montes;
- Ter feito uma viagem a África ou a qq local de semelhante exotismo e ter vivido uma aventura 'a filme durante a qual, nunca perdendo a minha bem torneada feminilidade, seria um género de tomb raider com espirito de sobrevivência nunca antes visto.
- Descobrir que tenho a forca comigo (os iphones nao tem cedilhas). E na impossibilidade de a ter, namorar com um Jedi. Se bem que sempre tivesse gostado mais do Han Solo.
- Na qualidade de escritora de culto, viajar mundo fora, ora qual Lord Byron em Sintra, ora qual Hemingway em África, deitando ao mundo as minhas obras inspiradas e ganhando milhões com isso.
- Ser uma pessoa muito matura e responsável.
- Ver um fantasma.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Sendo que são quase 4 da tarde e ainda nao fiz nada de jeito hoje, desflorarei este blog sem aviso ou permissão de quem comigo o criou já vai para mais de um ano.
Trata-se um acto egoísta e solitário. Peco desculpa. Encontro-me ha duas horas estacionada ao pé do To Peixe, e estou muito aborrecida. Tem de ser.
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