segunda-feira, 10 de março de 2014

Conflitos de geração

Até ter conhecido o Francisco, achei sempre que nao tinha muito jeito para miúdos. Eu ficava a olhar para eles, eles para mim, e nao poucas vezes, eles para mim com aqueles olhos de quem nos esta a ver um macaco no nariz ha meia hora e não nos diz nada. Para além disso, como comunicar com eles? Eu percebo lá de estágios de desenvolvimento infantil, o suficiente para saber que tipo de vocabulário usar com esses seres complexos. O meu maior pesadelo sempre foi, admito sem vergonha, ter que fazer conversa de circunstancia com alguém com 3 anos. Imagino me num jardim, com um individuo com 50 cms de altura e 40 palavras de vocabulário, perguntado lhe em pânico depois de 5 minutos de silencio "entao? Gostas daquela ervinha?"
Portanto, confesso que as primeiras vezes que me deixaram sozinha com o Xico durante 5 minutos senti suores e palpitações. Ali estava ele, todos giro, do alto da autoridade dos seus 2 anos, sentado em cima de uma mesa de plástico, postura blase de pernas penduradas, enquanto eu me aninhava num banco manco, tentando passar despercebida. Com desconcerto me apercebi, porém, que apesar da minha pobre existência muito menos interessante que uma ervinha, o pequeno e estranho ser riu se para mim. O meu cerebro acusou urgentemente o paradoxo. "'E uma armadilha!" gritaram todas as fibras do meu ser. "A seguir vai chamar me gorda." 
Mas, passado esse episódio, e muitos mais sorrisos imerecidos na minha direcao, descobri que afinal o Xico 'e mesmo muito condescendente com a minha falta de jeito para com indivíduos da sua natureza. A verdade 'e que dos 2 aos 4 anos, foi mesmo muito fácil agradar lhe. E hoje, posso dizer com orgulho que em 6 hrs seguidas sozinhos nao houve um silencio incomodo entre nos. Principalmente, porque ha jogos de computador, o canal panda e muitos interesses em comum, como DRAGÕES. 


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Contos do Velho Aziago

Em certa ocasião, encontraram-se dois amigos no café Três Quinze Dias, na bonita cidade de Setúbal, ainda nao eram três e um quarto da tarde. O primeiro, de nome Pedro Alvares, vinha armado de fato, gravata e pasta e, ainda, exímio vocabulário nao poucas vezes inútil ainda que impressionante, fazendo uso de palavras como "abisbilico" e outras que o leitor por certo dispensara tomar conhecimento. O segundo, chamado Joao Oliveira, era mais modesto em presunção, e talvez tambem em coração, pois que enquanto Pedro Alvares defendia, nesta reuniões três quinzenais, o valor do dever ser, Joao Oliveira, imbuído no seu rotineiro espirito de ofidio corporativo, respondia com tiradas de frigido materialismo que, frequentemente, desiludiam o 
seu velho compincha. Diferenças a parte, entre este advogado de boa índole e este jovem empresário amigo do dinheiro e do mais forte, os dois comparsas apreciavam as suas ocasionais reuniões para discutirem temas tao uteis como a melhor estratégia de sobrevivência a um ataque de insepultos ou, se tal se proporcionasse, os mistérios da física quântica e como tais se aplicariam ao bafo cálido de um dragão. 
Estando os intervenientes deste relato mais ou menos apresentados, e suas formas de estar, nessa tarde especifica, devidamente esclarecidas, repare o leitor que nesse dia Joao Oliveira vinha imbuído, espiritualmente, de assaz inquietação. Vinha, pois, queixando se a seu amigo, de como estava desiludido com a restauração do antigo sanatório para desgraçados tuberculosos, lá para o pe das Penhas Douradas, em desprezível e insipida pousada. Trazia uma fotografia do edifício degradado, tirada havia anos durante um passeio, que degradado estando e por isso mesmo, impunha de forma átona tal trovejar em seu coração que deslocar uma sua pedra esboroada era um corrupção infame 'a natureza de tal ser inanimado. Choramingava Oliveira, impulsionado por uma indignação inominável, pelas rachadas paredes afogadas em tinta branca, pelos vidros partidos e sujos substituídos por janelas de aquário, pelas esculturas magnificas de cascalho transformadas em frias linhas rectas, pelas sinfónicas e feéricas goteiras abafadas por música ambiente de elevador, pelos caminhos e corredores putreos e estaladicos cobertos por fofas alcatifas. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Um dia aconteceu-me esta desgraça. Fui a um forúm queixar-me e acabou por ficar um relato interessante. Transcrevo para aqui.

Hoje a minha cadela labrador de 9 meses derrubou uma senhora que ía a correr no parque. Primeiro foi abalroada por ela, depois caiu-lhe em cima a boiadeira de berna que corria atrás da minha. Foi assustador, ainda para mais porque a senhora esfolou o cotovelo e berrava como se estivesse a ser esfolada vida. O peso da vergonhosa culpa caiu imediatamente em cima de mim e da dona do outra cão. Não havia defesa possível para nós, buraco onde nos pudessemos enfiar, ou redenção do mais piedoso dos santos. A senhora gritava muito alto. Magoou-se, claro, mas gritava principalmente por causa do susto. A multidão acumulou-se à nossa volta, vinda como se saindo de debaixo de pedras, alguns preocupados, outros sedentos de estardalhaço.
As cadelas, que tinham acabado de se conhecer, estavam a brincar quando ocorreu o incidente. Não há discussão quando se diz que se estivessem atreladas, nada disto teria acontecido. Normalmente, a minha vai sempre presa quando há bolas, crianças ou muita gente no parque, mas confesso que a soltei para poder correr e socializar um bocado com a outra, pensando que correndo no espaço aberto de relva vazio não iria incomodar ninguém. Pelos vistos, é um tractor doido e cego que bem podia ir contra um poste que não era nada com ela. Neste caso, foi contra uma senhora. Uma senhora muito zangada e muito ruidosa.
Sendo que do pecado da falta de trela já não me safava, só me restava pedir muitas desculpas, perguntar onde doía, e oferecer-me para levar a senhora a casa ou ao hospital, se precisasse, e pagar por quaisquer cuidados que fossem necessários. Não quis. Quis chamar a polícia para nos multarem e para aprendermos a lição. Já sei que aqui haverá muitos apoiantes da decisão. Afinal, fomos cidadãs irresponsáveis e um perigo para a saúde pública. Estragámos o dia à senhora que caiu. Haverá quem diga que podia ter morrido. Haverá quem diga que poderá nunca mais recuperar do choque. Sem ironias, porque de facto, houve pessoas da turbe irada que disseram isso mesmo. Velhinhas incitadoras apontando dedos acusatórios e contando histórias de vizinhas que tinham partido pés em situações semelhantes; senhores bem intensionadas bradando telemóveis disponíveis para chamar a guarda e servirem de testemunhas; "senhoras" extremamente agressivas e prontas a empalarem as faltosas.
Enfim, sei que tive culpa, que as regras ditam que tenhamos SEMPRE o cão com trela, independentemente da idade e do tamanho, mas a reação das pessoas que testemunharam o evento, e outras tantas que se juntaram depois, assusta-me verdadeiramente. Formaram grupinhos destilando comentários desdenhosos e muito praticamente só faltando gritaram "Sangue!" Já alguns diziam que não tinhamos ligado nenhuma à senhora e que tinhamos voltado as costas deixando a vítima para trás. Como a senhora era de leste, já circulavam comentários de xenófobia. Admito que ainda respinguei com alguns deles, contribuindo ainda mais para o meu papel de persona non grata do parque.
A polícia chegou e não multou ninguém. Disse apenas que caso fosse necessário tratamento médico (que não foi) teriamos de pagar as despesas. Há quem diga que isso é inaceitável. Eu própria fiquei surpreendida por não ter sido multada. De qualquer forma, o linchamento verbal que os meus concidadãos me aplicaram foi multa suficiente para mim. E a noção de que quando as pessoas se juntam, havendo entre eles meia dúzia de incitadores, passam a comportar-se como uma massa irracional que em condições propícias é mais perigosa que os cães. Quando me fui embora, a senhora ficou a chorar de frustração.
Depois deste episódio, andei a consultar a legislação e fiquei a saber que todos os cães na via pública têm de usar trela OU açaime. O que significa que nem a lei pode evitar incidentes de cães que podem fazer cair pessoas. Resta o bom senso. Mas o bom senso diz-me que estamos a caminhar para um mundo pretensamente acolchoado, em que daqui a pouco até as crianças têm de andar de trela para não se meterem em sarinhos, ou temos todos de sair de capacete para a rua, nao nos vá cair na cabeça um pássaro com um enfarte. Enfim.. é discutível.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O Outono 'e como um amor de Verão

O Outono 'e como um amor de Verão. Quando vem, quando acontece, provoca borboletas no estômago. E bem assim, inspirações descabidas de alguém parvo da cabeca. 
Ah! O Outono! As primeiras chuvas a molhar a terra. Os primeiros ninhos de cuco a despontar nas cabeças de cabeleira ondulada. As primeiras duvidas sobre o que vestir. Exactamente como o que acontece num amor de verão. Anda tudo felicíssimo porque esta a chover e o céu nao se vê debaixo de um teto cinzento de nuvens, recordando que vivemos num armazém industrial. Ah, o outono 'e magico. 
Mas a mim, o Outono traz ainda maiores e mais adversos efeitos. Fico, no Outono, mais esotérica que um homem de 45 anos de toga e sandálias a comer tofu. No outono, eu sou um homem magrinho e peludo a cheirar a pêssegos enlatados. 
No outono, faço planos que incluem bolos de canela e banhos de alfazema, desenhos de fadas e elfos, e vídeos do youtube sobre fantasmas photoshopados. 'E bom, muito bom. 
No Outono, escrevo as primeiras linhas de uma obra prima. Ouço álbuns de Enya e leio sobre dragões e coisas onde existam cornucópias. 
Imagino que um dia dançarei no samheim, revoluteando as minhas roupas pagans e o meu copo de rum com cola diet. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Guia para o Pc Gamer malévolo

Quero aqui deixar o meu mais profundo apreço pelos game developers dos seguintes jogos de computador, uma vez que foi através deles que fiz descobertas incríveis sobre o meu mau caracter.

- SKYRIM
O skyrim 'e um RPG de fantasia, provavelmente alta fantasia, no qual somos um herói ou heroína intimamente ligado a dragões. 'E altamente livre  - open world - e interactivo com npc's e coisas que lá estão (como queijos). 
Graças ao skyrim, descobri que nutro um profundo desrespeito pela propriedade alheia e que, mais do que cumprir as quests e side quests para salvar o mundo, o que me interessa 'e roubar comida aos pobres. Eu própria, José Dias ingame, sou pobre e careca. Pelo que tendo a jjulgar que isso possa servir de atenuante. Mas ha quem diga que nao. Que eu devia ter vergonha.

- CIVILIZATION V
O civilization v, acho eu, 'e um simulador ('e?). Começamos por ser uns colonos de uma pequena civilização desde o tempo (do que?) dos visigodos? E depois vamos evoluindo por ai fora, por todas as eras, até 'a era tecnológica. Sempre em competição com outros impérios e cidades estado. Ora eu descobri, através do civilization, que sou o George Bush. Jogando online com o meu compincha, enquanto ele aposta na arqueologia e nas grande obras de arte, eu construo canhões para rebentar com o gengis kan que lá tem umas ovelhas que me interessam.  Enquanto o meu compincha envia para outros imperios diplomatas & artistas num intercâmbio político e cultural nunca antes visto, eu compro alianças com cidades estado com o dinheiro q fiz com as ovelhas do gengis kan, e faço embargos 'a Grécia com o apoio das minhas alianças compradas. Porque a Grécia esta muito desenvolvida para o meu gosto. Enquanto o meu compincha troca o seu incenso pelas minhas especiarias e explora o continente para ter uma visão esclarecida do mundo, eu sonho rebentar com a Grécia e depois com o meu compincha. Porque sei que ele tem um exercito fraquinho e muitos cantores, pois já lá andei a espreitar seu pc qdo ele foi 'a casa de banho. 

- PAPERS PLEASE
O Papers please 'e um jogo altamente stressante, que se passa num pais ditatorial da ex uniao sovietica. 'E mesmo o entretenimento perfeito, uma vez que simula dias a fio de trabalho burocratico horrivel. Nos somos um ranhoso funcionário publico num posto de controlo fronteiriço. E nas nossas mãos esta o destino de uma fila interminável de imigrantes. Bom! Muito bom! 
Com o Papers please, descobri que tenho todas as qualidades para trabalhar para a Alemanha nazi. Zelo! Muito zelo! E um carimbo vermelho!

THE SIMS
Nos sims podemos ter a vida que quisermos, ainda para mais com o comando testenablecheats :) tambem 'e verdade que podemos controlar as vidas que quisermos. Nos sims podemos ser deus. E depois de milionários e com o emprego de sonho, ha que admitir que nao ha muito mais a fazer. Entao, nos sims, podemos ser um deus muito muito mau. 

DEAD SPACE 3
Quem conhecer o Dead Space perguntar se 'a, talvez, porque o estou a incluir aqui. Sabemos que 'e linear e nao fornece margem para sermos malandrecos. Mas foi com p Dead Space que descobri o quão cobarde sou. Se pusessem 'a prova os meus nervos de aço sob pena de nao sobreviver, eu seria  daqueles que se enfiam no armário e preferem morrer 'a fome do que encarar um bicho. Apesar disso, o Dead Space será, talvez, dos jogos que NAO joguei que mais prazer me deu, e onde mais estive concentrada na minha função de co piloto. 
Nao 'e um jogo para os fracos de coração. 

DRAGON AGE 2
Mais um RPG de fantasia que nos permite dar facadas na consciência. No dragon age 2, lamentavelmente, nao 'e possível roubar nada. A nao ser, claro esta, um CORAÇAO Incauto (muahaha!) 
Salvei o mundo do dragon age. Mas confesso que passei a maior parte do tempo a engatar os meus companheiros de jornada. Até ai tudo bem. Nada ha de mal no prazeroso jogo de sedução. Acontece que o jogo oferece, depois da noite escaldante passada, opções de dialogo hilariantemente cruéis. E eu sempre sonhei saber como 'e ser um homem cruel com muitas opções de dialogo. 



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ia começar a escrever sobre cães. Gosto deles. Mas acabei de saber que a serra da Arrábida tá cheiinha cheiinha de javalis. Por isso vou escrever sobre javalis.
Sempre tive medo de porcos. Desde pequenina, quando ia passar fins de semana ao monte de uma prima afastada alentejana, o bicho mais interessante que lá havia era o porco gordo da pocilga. Eu gostava bué de lá ir espreitar por cima do muro e maravilhar-me com o terror daquele animal exótico. De vez em quando atirava-lhe para lá uma sandes de atum, e o divertimento era ainda mais espetacular. Um dia a prima soltou o porco sem me avisar e ele não me ligou nenhuma. Estou certa que nunca me recompus desse momento. O porco passava por mim sem me passar cartão e eu estive em risco de vida e, ainda hoje, me questiono se esse trauma não estará na origem de muitos dos meus problemas comportamentais.
Não é que tenha fobia a porcos. Mas posso afirmar com toda a propriedade que se houver um porco solto nas redondezas, esteja eu sozinha ou acompanhada, ele achará que estou a mais e arrancar-me-á uma perna. Se soltarem um porco no meio de um concerto ou na feira de Santiago em hora de ponta, ele trocará um olhar comigo e o tempo parará como na eminência de um duelo de western, tocarão doze longas badaladas no relógio da cidade em consonancia com as nossas batidas unissonas de coração, as pupilas do porco dilatar-se-ão e todos os músculos do meu corpo ficarão rigidos. E o porco, na sua linguagem de porco, sibilará um som que apenas eu compreenderei: "TU..!"
De seguida, ele investirá, raspando terra, em direcção à minha desnorteada figura. Eu tentarei argumentar. Mas não há como argumentar com um porco em fúria. Direi "mas, mas..." Mas ele não quererá saber.
Dar-se-á o meu trágico óbito e eu surgirei no telejornal das 8h ou naquele programa estúpido sobre mortes estúpidas.
Questiono-me se quando for caminhar na serra da arrábida deverei armar-me com um pau ou com uma sandes de atum.
Felizmente, é provável que os javalis entrem em extinção antes de eu decidir ir fazer caminhadas saudáveis.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Compendio do cliché sociológico (ou, pacote catalisador do murroextraordinário) (ou, ainda, os chamados agregadores do punho 'a face)

Nos dias que correm já nao 'e fácil ser giro e diferente e criativo. Deixo aqui o meu apreço 'a humanidade, que contem em si tantos indivíduos extraordinários e com tantas ideias repetidas. Ainda estou 'a espera, porem, de um novo movimento cultural de elite revolucionária que me contagie a mim e 'as massas. Ainda tou 'a espera que alguém substitua o Platão e seus compinchas e que se criem fóruns com usuários munidos de togas virtuais e ideias ainda melhores q as do Platao. Penduro-me nas raízes da indagação da Grécia antiga e nos ramos fininhos do iluminismo e olho, debruçada llá para baixo, a ver se vem de lá um novo movimento peristaltico da humanidade.
Eis senao quando, enquanto olho dependurada, sou atingida por um livro d' O Segredo que me deixa um olho negro. Ainda nao estando recomposta do impacto que O Segredo causou em mim, vem de lá, como tiros, uma saraivada de livros do Chagas Freitas, que tendo tanto de nocivo como de divertido, arranca de mim alguns anos de vida. Ainda, porém, viva e pontapeando, o terceiro milénio atira-me com o boss final sem qualquer misericórdia. Um orador das TED talks de PowerPoint e clicker um punho, voando pelo ar decidido em converter-me 'as maravilhas do meu powa interior e colando-se a mim como uma carraça voraz, enquanto uma horde de minions muito motivados gritam "Mata, mata!"
Bom, nao quero ferir susceptibilidades ou magoar alguém (menos o Chagas Freitas. O Chagas Freitas posso magoar. Chagas Freitas bloqueou-me no FB por isso nao me importo de lhe ferir os sentimentos outra vez). Gostar de ser motivado nao 'e uma coisa má. Procurar um escape em pessoas que julgam que descobriram a formula para a felicidade (quer pensando com muita forca, falar com anjos ou comendo uma mistura de pão com sementes e pó de talco) pronto, pode nao ser mau. 'E tipo, como rezar.. Mal nao faz. E ainda admito que, procurando bem, com afinco e discernimento, ha ideias validas. Eu própria já fiz rituais p deixar de fumar e pedi ao santo António que me mandasse um namorado giro. Acredito q os meus pedidos nao tenham verdadeiramente subido, como pozinhos translúcidos, ate ao céu e universo e depois voltassem em forma de homem bom. Mas eu fiquei mais contente e ser contente atrai homens bons. Por isso, nem tudo 'e mau, se visto sobre a luz do sentido critico, informação e discernimento. 
'E bom acreditar em alguma coisa, se isso nos fizer criar comportamentos produtivos. Lamentavelmente, ainda nao compreendi onde esta a diferença entre a formula d' O Segredo e a formula da Igreja Universal do Reino de Deus. Excepto, O Segredo ser consideravelmente mais barato. Pelo menos o Segrego resultou para alguém. Para quem o escreveu.